Apesar de o Inter já estar analisando o recurso para tentar uma liminar e seguir mandando seus jogos no Beira-Rio, será difícil que os colorados atuem em casa antes de as reformas terminarem, no final de 2013. Pelo menos é o que avalia o juiz João Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível de Porto Alegre, que decidiu pela interdição do estádio na última semana.
O magistrado entende que, por conta das obras realizadas no estádio, não há segurança para o contingente de pessoas que frequenta uma partida de futebol. Santos Costa ressalta que a decisão é tomada projetando “uma situação extraordinária, e não um jogo em que deu tudo certo”. Antes de sua decisão, ele procurou pesquisar sobre outros casos em que ocorreram tragédias em campos de futebol. E percebeu que muitas mortes aconteceram em função de tumulto e pânico, mesmo em estádios de alta segurança:
– Em uma situação extraordinária, onde há um tumulto, as coisas se potencializam. O Beira-Rio virou um canteiro de obras. Por conta disso, hoje ele não oferece condições de segurança. O acesso às áreas de vulnerabilidade pode gerar uma tragédia. Como não temos a capacidade premonitória, precisamos agir prevenindo e vendo acontecimentos anteriores, até mesmo no Brasil. Só estamos procurando preservar a segurança das pessoas que frequentam o estádio.
Como defesa, o Inter alega que, onde há obras, as áreas estão isoladas e que a inspeção ocorreu em um dia que não teria partida. Por isso, na última quarta-feira, quando a Justiça esteve no Beira-Rio, não havia ocorrido a limpeza para a retirada dos detritos. João Ricardo dos Santos Costa contesta e lembra que, no jogo contra o Botafogo, a situação era a mesma. E vai além. Informa que durante a vistoria ele mesmo retirou pedras da rampa do estádio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário