terça-feira, 26 de junho de 2012

Operários começaram a reforçar as estruturas dos camarotes



Na parte interna do Beira-Rio, 75% das arquibancadas inferiores estão em obras – com 20% dos trabalhos concluídos. Também foi iniciado o reforço nas estruturas dos camarotes e as antigas cabines de imprensa foram totalmente demolidas.
 
No Quadrante 4 do Estádio foram encerrados os trabalhos da Estaca Hélice Contínua - uma estaca de concreto  moldada “in loco”, executada por meio de trado contínuo e injeção de concreto através da haste central do trado simultaneamente a sua  retirada do terreno - e das estacas metálicas. Assim, já está preparada a base para a construção da futura arquibancada inferior. Neste mesmo quadrante continuam sendo executados os blocos de fundação.
 
No Quadrante 3 - onde iniciaram as obras na semana passada - está sendo feita a escavação do material de demolição.
 
No anel superior já foram retirados todos os assentos.
 
As equipes da Andrade Gutierrez iniciaram a adequação da parte elétrica de abastecimento do Estádio.
 
 O cronograma de obras permanece sendo seguido à risca pela obra e o prazo para a finalização dos serviços se mantém em dezembro de 2013.

Juiz só vê Beira-rio em condições após final das obras

Apesar de o Inter já estar analisando o recurso para tentar uma liminar e seguir mandando seus jogos no Beira-Rio, será difícil que os colorados atuem em casa antes de as reformas terminarem, no final de 2013. Pelo menos é o que avalia o juiz João Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível de Porto Alegre, que decidiu pela interdição do estádio na última semana.

O magistrado entende que, por conta das obras realizadas no estádio, não há segurança para o contingente de pessoas que frequenta uma partida de futebol. Santos Costa ressalta que a decisão é tomada projetando “uma situação extraordinária, e não um jogo em que deu tudo certo”. Antes de sua decisão, ele procurou pesquisar sobre outros casos em que ocorreram tragédias em campos de futebol. E percebeu que muitas mortes aconteceram em função de tumulto e pânico, mesmo em estádios de alta segurança:
– Em uma situação extraordinária, onde há um tumulto, as coisas se potencializam. O Beira-Rio virou um canteiro de obras. Por conta disso, hoje ele não oferece condições de segurança. O acesso às áreas de vulnerabilidade pode gerar uma tragédia. Como não temos a capacidade premonitória, precisamos agir prevenindo e vendo acontecimentos anteriores, até mesmo no Brasil. Só estamos procurando preservar a segurança das pessoas que frequentam o estádio.
Como defesa, o Inter alega que, onde há obras, as áreas estão isoladas e que a inspeção ocorreu em um dia que não teria partida. Por isso, na última quarta-feira, quando a Justiça esteve no Beira-Rio, não havia ocorrido a limpeza para a retirada dos detritos. João Ricardo dos Santos Costa contesta e lembra que, no jogo contra o Botafogo, a situação era a mesma. E vai além. Informa que durante a vistoria ele mesmo retirou pedras da rampa do estádio.

"A situação é insustentável e ainda vai piorar com a intensificação das obras", diz juiz que interditou o Beira-Rio

"A situação é insustentável e ainda vai piorar com a intensificação das obras", diz juiz que interditou o Beira-Rio Omar Freitas/Agencia RBS

O juiz João Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível de Porto Alegre, afirmou hoje que o Estádio Beira-Rio não oferece segurança para uma torcida de futebol.
— Eu percebi o esforço do Inter para dar condições de uso do estádio, mas não há como garantir a segurança de um multidão de 20 mil ou de 30 mil pessoas. É uma situação insustentável e que ainda vai piorar com a intensificação das obras — avalia o responsável pela interdição do estádio.

Apesar da Brigada Militar garantir que o local possa receber público em dias de jogos, o juiz criticou a postura da entidade e afirmou que não teve garantias concretas para evitar a interdição do Beira-Rio.

— Quem assina embaixo dizendo que há segurança para as pessoas que comparecem a um evento esportivo no Beira-Rio? A Brigada Militar afirmou que há condições mínimas de segurança, mas isso não existe. Depois que a tragédia acontece, não dá pra voltar atrás. É melhor prevenir do que pagar para ver — garante.

O juiz não acredita que a situação do local possa ser resolvida neste momento:

— Em um estádio moderno e seguro já é perigoso deixar uma multidão de 30, 40 mil pessoas em segurança em caso de tumultos. Em um local como o Beira-Rio, que se encontra atualmente transformado em um canteiro de obras, é risco demais não considerar os perigos que a multidão estaria exposta. Os escombros da demolição aumentam demais os estragos que poderiam acontecer em uma situação de descontrole — afirma.